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[PT-EN] A Importância de Financiar Pesquisas Acadêmicas e Equipes de Competição

Updated: Aug 6

Bem como uma organização do terceiro setor, para uma equipe de competição é imprescindível dispor de recursos para a sustentabilidade de seu projeto. Quando falamos em recursos, é mais que apenas no sentido financeiro, mas engloba também capital humano e materiais necessários para a execução de suas atividades. No entanto, mais que a boa vontade e o esforço de seus integrantes, é fundamental a viabilização econômico-financeira do projeto, e com isso, vale destacar aqui a importância do financiamento para a pesquisa científica e a concretização de diferentes projetos, no caso da UFRJ Nautilus, a inovação no campo dos submersíveis e sistemas de automação.


Atualmente, com a pandemia do coronavírus (COVID-19), vimos na prática o papel da pesquisa científica e o quanto esta é fundamental para a sociedade. Não é mistério, pois, que investir em ciência e tecnologia é crucial para a evolução de um país. Aqui tratamos o conceito de pesquisa científica como um conjunto de processos metodológicos a fim de gerar novos conhecimentos e desenvolvimento para a sociedade como um todo. Assim o investimento, seja privado ou estatal, em ciência e tecnologia não só promove geração de empregos e inovações no mercado, como também, e, principalmente, pode ser convertido para uma melhora da qualidade de vida e do bem estar da população. Logo, é o que podemos chamar de sistema de retroalimentação, na qual o investimento na ciência desencadeia a produção tecnológica que por sua vez servirá como motor para o desenvolvimento econômico e social.


Na Nautilus, temos integrantes de diversas áreas do conhecimento que estão em constante busca do desenvolvimento de tecnologia de ponta e da inovação para a elaboração de um veículo submarino autônomo (AUV, sigla para Autonomous underwater vehicle). Logo, temos como objetivo não só projetar e construir veículos submarinos autônomos, como também desenvolver diferentes aplicações tecnológicas em um contínuo avanço das áreas da robótica e sistemas de automação. No artigo postado no nosso site da UFRJ Nautilus Ventiladores Pulmonares na UFRJ e a Nautilus - Traçando um Paralelo, é possível entender como o conhecimento e as técnicas trabalhadas no desenvolvimento de um AUV podem ser aplicados em diferentes projetos, entre eles a elaboração de equipamentos para a área da saúde.


Membros da equipe Nautilus trabalhando no robô momentos antes da competição – RoboSub 2018.

No entanto, qual a importância do desenvolvimento e construção do AUV em si? Diferente de um veículo submarino operado remotamente (ROV, sigla para Remotely operated underwater vehicle), o AUV não precisa estar conectada a uma embarcação por cabos, sendo eles programados para ir e voltar de um determinado local planejado. Mais que reduzir os custos de operação e diminuir o impacto ambiental, o robô submarino autônomo é capaz de coletar e armazenar dados em águas profundas e áreas consideradas inóspitas ao ser humano. Com isso, elimina a necessidade de ação humana ou embarcação de apoio, reduzindo os riscos de segurança pessoal. A sua aplicação pode se dar em diferentes atividades, como para auxiliar nas pesquisas oceanográficas, monitoramento ambiental, detecção de destroços, uso militar e, principalmente, exploração de petróleo e gás no fundo do mar.


Contudo, apesar das vantagens de se utilizar um AUV nas pesquisas e monitoramento submarinos, no Brasil o desdobramento nessa área ainda é bem recente, com pouco estudos acerca de robótica submarina. Demandando conhecimento em inteligência artificial, processamento de imagens e sinais acústicos, a elaboração de um AUV na equipe UFRJ Nautilus consiste desde o seu projeto estrutural até a confecção dos componentes mecânicos do robô submarino, sendo esse totalmente desenvolvido por seus membros com os recursos de nossos patrocinadores. Com isso, há uma grande mobilização interna para a constituição de parcerias que possam contribuir para a garantia das atividades da equipe e o cumprimento de nossa missão. Isto é, tanto pessoas físicas como organizações interessadas na nossa causa e que entendem a sua importância na atual conjuntura política e econômica do país. A UFRJ Nautilus é ainda a primeira e única equipe da América Latina a competir internacionalmente na RoboSub, a maior competição de AUV’s que ocorre em San Diego, EUA. Logo, mais que contribuir para a formação profissional desses alunos, é também uma oportunidade de investir para o desenvolvimento de tecnologia de ponta e inovação no campo dos sistemas de automação.


Foto do robô submarino com os logotipos dos nossos patrocinadores.

“Nós nos importamos muito em nos diferenciarmos em tudo. Para a Nautilus, ser bom não é o suficiente e tudo que sai do nosso laboratório deve nos orgulhar”

Culture Deck

UFRJ Nautilus

Escrito por Karen Brêda



As well as a third sector organization, for a competition team it is essential to have resources for the sustainability of its project. When we talk about resources, it is more than just in the financial sense, but also includes human capital and materials needed to carry out its activities. However, more than goodwill and the effort of its members, the economic and financial viability of the project is fundamental, and with that, it is worth highlighting here, the importance of funding for scientific research and the implementation of different projects, in the case of UFRJ Nautilus, innovation in the field of submersibles and automation systems.


Currently, with the coronavirus pandemic (COVID-19), we have seen in practice the role of research and how fundamental it is to society. It is no mystery, then, that investing in science and technology is crucial for the evolution of a country. Here we treat the concept of scientific research as a set of methodological processes in order to generate new knowledge and development for society as a whole. Thus, investment, whether private or state, in science and technology not only promotes job creation and innovation in the industry, but also, and, mainly, can be converted to an improvement in the quality of life and well-being of the population. Therefore, it is what we can call a feedback system, in which investment in science triggers technological production, which in turn will serve as an engine for economic and social development.


At Nautilus, we have members from different areas of knowledge who are constantly looking for the development of cutting edge technology and innovation for the development of an Autonomous Underwater Vehicle - AUV. So we have not only to design and build autonomous underwater vehicles, but also to develop different technological applications in a continuous advance in the areas of robotics and automation systems. In one of our articles posted on our UFRJ website Nautilus “Lung ventilators at UFRJ and Nautilus - Drawing a Parallel”, it is possible to understand how the knowledge and techniques worked in the development of an AUV can be applied in different projects, including the development of equipment for the health area.


Membros da equipe Nautilus trabalhando no robô momentos antes da competição – RoboSub 2018.


However, what is the importance of the development and construction of the AUV itself? Different than a Remotely Operated underwater Vehicle (ROV), the AUV does not need to be connected to a vessel by cables, programmed to go to and from a planned location. More than cutting costs operation and reducing the environmental impact, the autonomous underwater robot is capable of collecting and store data in deep waters and areas considered inhospitable to humans. With this, eliminates the need for human action or support vessel, reducing the risk of personal security. Its application can take place in different activities, such as to help in oceanographic research, environmental monitoring, wreckage detection, military use and, mainly, oil and gas exploration under the sea.


However, despite the advantages of using an AUV in research and monitoring submarines, in Brazil the development in this area is still very recent, with few studies about underwater robotics. Demanding knowledge in artificial intelligence, processing of images and acoustic signals, the preparation of an AUV in the UFRJ team Nautilus consists of its structural design until the manufacture of mechanical components of the submarine robot, which is totally developed by its members with the resources of our sponsors. With that, there is a great internal mobilization for the constitution of partnerships that can contribute to the guarantee of team activities and the fulfillment of our mission. That is, both individuals and organizations interested in our cause and which understand its importance in the country's current political and economic situation. UFRJ Nautilus is still the first and only team in South America to compete internationally at RoboSub, the biggest AUV’s competition that takes place in San Diego, USA. Therefore, more than contribute to the professional training of these students, it is also an opportunity to invest for the development of cutting edge technology and innovation in the field of automation.



Photo of the submarine robot with the logos of our sponsors.


“We care a lot about differentiating ourselves in everything. For Nautilus, being good is not enough and everything that leaves our laboratory should be proud of ”


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Written by Karen Brêda